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Aquele abraço em 2016

Quando 2015 começou, boa parte da humanidade estava feliz e com esperanças. E teve um momento em que a animação foi sendo substituída por dúvidas e incertezas. Minha filha fez 10 anos e declarou: “Agora tenho mais perguntas na minha cabeça. Quero saber porque as coisas são assim e não de outro jeito, porque acontece…

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Medos

Tinha nove anos quando terminei a escola primária em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, e comecei o antigo ginásio em uma escola em outro bairro, Campinho,  o temido colégio Pentágono. Não era perto. Demorava uns 40 minutos de ônibus. Minha mãe me levou na primeira semana e, quando aprendi o caminho, passei a…

Longe

Semana passada, três homens armados entraram na casa da minha mãe, em Natal. Levaram o carro, os celulares e a nossa paz. Deixaram o medo e a angustia nas filhas que moram  longe. Novos muros vão subir, novos cadeados vão ser comprados, mas não há  muros, nem cadeados suficientes para aliviar a preocupação de quem…

A escolha sem traumas da nova escola

“Helena está ótima, nunca vi uma adaptação tão fácil. É o Rio de Janeiro ou é ela mesmo?“ A pergunta da professora na primeira avaliação da caçula na nova escola me deixou ao mesmo tempo orgulhosa e confusa. Eu e Daniel também tivemos a mesma impressão: todo o processo foi bem natural e rápido. Simples. Claro…

Mudanças, separações, saudade e crescimento

Sempre gostei de mudar. Mudar tira você da zona de conforto, te faz experimentar coisas novas e, inevitavelmente, crescer. Embora tenha nascido e morado no Rio de Janeiro por 43 anos, as mudanças sempre estiveram na minha vida. Mudei muito de emprego e, mesmo quando fiquei no mesmo emprego por quase 15 anos, mudei muito de função ao longo do tempo. Mudei muito os cortes e cores de cabelo (kkkkk), mudei sempre e muito os móveis de lugar (para desespero de quem vive comigo), mudei de estilo de vida e fiz novas escolhas, em especial nos últimos dez anos, quando…

Parkour não é para mim – Missão impossível 3

Lembra da série de como é viver perrengues por aqui? Chegamos ao último episódio, dessa vez já foi em terras britânicas. Lá vai. Eu sempre tive problemas com chaves… e com celulares também. Assumo, e já prometi tentar melhorar. Mas dessa vez não foi culpa minha. Ou foi? … Não sei… Era o sábado anterior…

O (re)começo

Ele: Amor, estão me sondando para uma posição no Peru. Eu: Oi?? Foi a minha primeira reação, seguida de outras não tão positivas e muito menos otimistas. “Como assim “Peru”???”. Conhecia histórias de expatriados que deixavam o Brasil para experimentar novas experiências de trabalho e de vida em países como Estados Unidos (a maioria), Canadá, qualquer país da Europa ou até China….mas….Peru? “Como seria a vida lá?”, “O que tem naquele país além de ruínas incas?”, “E a pobreza, a violência, os terremotos, como seria conviver com isso?” Muitas perguntas invadiram a minha cabeça com toda a incerteza da vontade…

Quando e como ensinar a hora do ponto final

Dezembro, apresentação de fim de ano do balé. Começa a pequena homenagem para as alunas que estão saindo da escola. Helena, 3 anos, cai em prantos. Levo alguns bons minutos para conseguir ficar num canto com ela e descobrir o motivo da tristeza. “Não quero que nada mude, mamãe”. Consegui contornar a situação, explicar que elas iam para outra escola muito legal e saímos dali. Mas o não-quero-que-nada-mude seguiu aparecendo nessas últimas semanas. Uma hora pedindo para que o pai não fique velho ao ver fios brancos na barba dele, outra vez negando que vá mudar para uma escola maior…