DE JOELHOS EM CAMPO?! PODE ISSO, ARNALDO?

Paula Santana é nossa Mãe em Rede convidada. Mãe ninja de 4, atualmente está estudando em Kansas, no Estados Unidos. Ela conta aqui a grande supresa durante um partido de futebol do filho mais novo..

Você sabia que os joelhos dos jogadores de futebol podem ter um  significado bem positivo em campo? Foi o que aprendi no Kansas.

O lugar é Overland Park.

Abril, temporada Spring 2019. 

Soccer sub – 13. 

Meu caçula Alexandre, de 12 anos, está em campo. Aqui na terra do Tio Sam ele é “Alejandro” para os gringos.

Minha cabeça ziguezagueia junto com a torcida, acompanhando as pernas da molecada de um lado para o outro. 

De repente, o universo a minha volta uiva:

– Uhhhhhhh!

É “Alejandro” quem cai no gramado. 

Imediatamente todos caem. 

Isso mesmo. No mesmo instante em que meu filho sofre uma falta, todos os outros jogadores em campo, adversários e companheiros, se ajoelham no tapetão. 

Minha curiosidade apita nível máximo. Nunca assisti nada parecido com isso.

A única movimentação que rola é a de juiz que fala com técnico, que acena para bandeirinha, que olha no relógio, que chama o doctor. 

E os guris continuam lá, quietinhos.

– Que negocio é esse, my Gosh!?,  penso alto.

– Respect for your son, ma’am! , me responde uma voz masculina ao lado.

Eu me arrepio. 

É uma cena bem bonita de se ver.

Eu tento tirar uma foto do “Respect”. 

Quarenta minutos mais tarde, juiz apita final de jogo e é claro, lá vou eu atrás do coach apurar a historia do “respect for my son e os joelhos em campo.” 

– Ma’am, nós ensinamos o conceito de “I am, because we are” para os nossos jogadores. Eles aprendem que somos todos iguais e portanto, quando um se machuca, é como se todos estivessem machucados também. Desta forma, o objetivo é produzir menos faltas e mais empatia, técnica, habilidade. Make sense? Mas, tem um outro motivo: quando todos estão abaixados, coaches e equipe podem identificar mais rapidamente a ocorrência, o jogador machucado e, assim, juízes, médicos, todos nós, podemos agir de forma mais eficiente. 

Me arrepio de novo. 

Sinto esperança. E é tão boa a sensação de esperança que penso: vou ter que escrever sobre isso.

Moral da crônica de hoje: joelho de forma positiva pode, tenho certeza que o Arnaldo concordaria, e sim senhor, coach, isso faz todo sentido. 

O lema “I am, because we are”,  é uma das coisas que eu e os meus filhos aprendemos aqui no Kansas e que vamos levar na mala para onde quer que formos.

Até a próxima.

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