O primeiro ano do resto das nossas vidas

A brasileira Liliana Albuquerque vive em Londres com o marido Oscar. Esta semana eles celebraram o primeiro ano do seu filho Hugo. Lili conta aqui para a agente um pouco de tudo que viveu e aprendeu neste ano tao especial.

Um ano… passou tão lento e tão rápido ao mesmo tempo. Acho que quem já teve filh@(s) entende o que eu quero dizer. Ainda hoje acho mágico como uma célula minha resolveu se juntar a outra do Oscar e fazer essa pessoinha aí. Acontece todos os dias, eu sei, e literalmente já aconteceu bilhões de vezes. Mas nunca tinha acontecido com a gente.
Nesse meio tempo aconteceram muitas surpresas, um montão de clichês, mas também a reafirmação de algumas ideias que eu já tinha antes de virar mãe. Entre elas, justamente que a maternidade/paternidade não deveria ser um “objetivo” a alcançar, porque uma criança não é uma “coisa”. Prefiro entendê-la como uma escolha – ou pelo menos o ideal seria que se pudesse escolher, porque mesmo quando se decide seguir por esse caminho, como tudo na vida, é preciso estar preparad@ para os percalços também. Mesmo que você só os entenda melhor quando eles realmente acontecem contigo.
E de fato é uma escolha que a maioria das pessoas fazem, mas não quer dizer que todos tenham que fazê-la. Cada um que encontre sua resposta. Resumindo muito, para mim foi como uma intuição (mais do que um instinto), de que tinha essa pessoinha que eu tinha que conhecer e me comprometer. Porque sim, quem escolher ir por esse caminho tem que justamente pensar se quer viver esse tipo de relação, que por muito tempo vai ser de total dependência e não vai te dar nenhuma garantia. Jamais te dará. A “recompensa” (e a beleza) desse tipo de relacionamento é justamente poder construí-lo no dia a dia, ir descobrindo/educando aos poucos uma pessoinha, ao mesmo tempo que descobrimos mais sobre nós mesmos. É também por isso que cada um deve criar suas próprias regras e não achar que o mesmo vale para todos.
Pois bem, o Huguinho já chegou cheio de personalidade. Tão logo pôde resolveu por exemplo que ia dormir era de barriga pra baixo mesmo. E que gostava de música e de banana com manga, entre muitas outras coisas. Cada dia que passa é uma novidade, e embora eu já o amasse mesmo quando ele era apenas um “conceito”, posso dizer que cada dia o amo mais: as frases feitas de “to know him is to love him” e “he grows on you” são aplicáveis aqui.
Devo dizer também que sou grata por ter tido uma certa rede de apoio, mesmo estando longe da minha família (original) e da maior parte dos meus amigos. Não é impossível ter uma criança sozinh@, mas deve ser ainda mais difícil. O provérbio é verdadeiro: é preciso uma vila inteira para educar (bem) uma criança.
Termino esta “dissertação” com uma dedicatória a ele: Que possamos ter muitos anos de alegrias, amor, paz e saúde juntos, meu filho! Acima de tudo, que eu possa orientá-lo para que você seja uma boa pessoa. Te amo!
Mamãe.

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