Surpresa mais que agradável

Há pouco mais de dois meses cheguei com minha família aqui no Wisconsin, EUA. Viemos de “mala e cuia”, como se diz. Apesar do bom pressentimento,  vim pra cá com um aperto no coração por estar deixando nosso apartamento, nossa rotina já estabelecida e, é claro, os amigos! Mas a maior preocupação era a adaptação da minha filha de 14 anos. Mais uma mudança de país no “currículo” dela. O único consolo foi que pela primeira vez em várias mudanças, sabíamos que poderíamos contar com um amigo que já vive aqui há bastante tempo. Teríamos uma porta já aberta. E realmente, fomos apresentados a vários dos amigos dele. Todos muito receptivos e simpáticos, dispostos a ajudar e com filhos e filhas adolescentes. Uma delas inclusive indo para a mesma High school que a minha filha! Poderia haver coincidência melhor?!

mer-tenis Com esse grupo super animado, aproveitamos bastante o verão; piscina, praia, churrascos, passeios. Considerando o pouco tempo que estamos aqui, minha filha, com a ajuda da uma das meninas, em especial, não soube o que é ficar sozinha numa escola estranha, sem conhecidos. Agradeço muito por ela ter encontrado esse grupinho de adolescentes tão legais. Porque adolescente, a gente sabe, é bicho complicado kkk!

Por parte da escola, sinto um esforço enorme para integrar todos os alunos. Muitos eventos esportivos, reuniões, encontros e festinhas. Minha filha, acostumada a ficar em casa a tarde inteira, avessa aos esportes e sempre cansada pra tudo, agora está no time iniciante de tênis, chega em casa quase todo dia depois das 18h feliz da vida! Está mais disposta e aceitando a rotina numa boa. E orgulhosa por ser uma das melhores do time: das iniciantes! Só rindo… Eu estou adorando!

Aos poucos, ela está conseguindo fazer amizades,  o principal para se sentir bem confiante e ser aceita! Até agora está sendo a adaptação mais fácil que ela já teve em todas as nossas mudanças. É claro que ela sente falta de alguns amigos do Brasil, fala com eles regularmente e acompanha as fofocas à distância. Mas não está triste.

Aliás, nos ouviu falar muito em Brasil semana passada e perguntou com ar preocupado se iríamos voltar pro Brasil. Dissemos que não. Ao que ela retrucou: “ah bom, senão eu dava uma surra em vocês!” Falou brincando, é lógico. Mas quem diria… após dois meses já quer ficar por aqui.

A vida sempre tem surpresas agradáveis: nem toda mudança tem que ser traumática!

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