A maternidade, o melhor, o pior

Em mais um Dia das Mães juntas em rede perguntamos às nossas mães quais são as três melhores e três piores coisas da maternidade.
Veja o que elas responderam:

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Beatriz Golzi, mãe de Bento e Vicente

O melhor:
1 – Virar criança de novo. Entrar na loja de brinquedos e perder horas escolhendo coisas para aproveitar junto com eles. Entrar na biblioteca e passar tardes sem fim viajando em histórias acompanhada da imaginação de quem ainda é livre. Observar o céu, o mar, o horizonte com quem ainda olha para ele maravilhado.
2 – Acordar todos os dias e sentir a força da vida te chamando à luta com amor e causa em sintonia;
3 – Sentir o despertar de uma vida interna muito nova, menos sistematizada, com menos metas e mais atenção ao aqui e agora. Descobrir a coragem e a vontade de buscar novos caminho e dar mais sentido aos passos que damos.

As três piores coisas:
1 – Sem dúvida, a primeira delas, é o sono, as noites interrompidas. E o cansaço inevitável de estar quase sempre de olho no gato, fritando o peixe.
2 – As horas empregadas (mas nem sempre perdidas) ponderando se fiz certo, se poderia ter feito melhor, se poderia ter feito diferente e como farei nas próximas vezes.
3 – A sensação de que mesmo quando consigo um tempo meu, só meu, tem sempre um pedaço de mim que fica pela metade.

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Luciana Doneda, mãe de Dora, Eleonora e Adriano
Lá se vão 10 anos que fui mãe pela primeira vez e esse vai ser o primeiro Dia das Mães sozinha com meus 3 filhos. Nunca gostei dessa comemoração. Como sou defensora da função social da maternidade, ser mãe para mim é um trabalho, uma contribuição para o desenvolvimento da sociedade além de uma opção pessoal e afetiva. Filho pode ser o prolongamento do amor entre duas pessoas, assim, para espalhar mais amor no mundo. Esse é o lado bom. Mas é também muito trabalho! Tem que lidar diariamente com desafios e superação. Descobrir que você é capaz ainda de aprender. Mais até do que ensinar.

Por outro lado, filho vem das entranhas e revela também o lado mais obscuro da mulher. Eles testam a paciência, a raiva, o amor próprio, a resistência, a força, a energia. Tiram o direito de fazer xixi ou dormir na hora que você tem vontade. Filhos colocam em risco a dignidade, podem humilhar e até mesmo se tornar uma escravidão.

Mas aí eles dão uma gargalhada avassaladora, pedem para enxugar o “sovaco do joelho” depois do banho e te enchem de beijos. Eles espalham amor. Cabe a nós, mães, desenvolver a capacidade de equilibrar o lado bom e o difícil da maternidade.

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Mada Campos, mãe de Rapha, Dora e Bia
Melhor da maternidade:
1. o poder transformador, a força criadora que nasce dentro da gente junto com aquele bebezinho.
2. olhar de novo o mundo com os olhos de criança: se maravilhar com a natureza, com o despertar de cada dia, viver a magia de acreditar em papai noel coelho da pascoa, gnomo, fada.
3. o cheiro dos filhos, beijos molhados, mãos gordinhas, pele macia, o sorriso quando vc entra em casa, o abraço que te derruba no chão, as risadas.
Pior da maternidade:
1. Estar sempre questionando se tomei a decisão certa
2. Ser tão solicitada que não dá tempo de pensar em mim e, às vezes, até me esqueço quem eu sou
3. Não conseguir curtir os filhos porque estou preocupada demais ou cansada demais.

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Pri Ali, mãe de Noah e Luana
Maternidade hoje em dia virou assunto meio polêmico em volta das redes sociais. Mas uma coisa acho que todos concordam, não tem coisa melhor!
Pra mim, que sou mãe há apenas 5 anos, as 3 melhores coisas até agora são, primeiro a gestação, a descoberta da gravidez, ver o bebe crescer dentro da gente, sentir os chutes do bebê (pra mim foi uma sensação incrível, mesmo as 5 da manhã) a ansiedade, a espera, e o encontro.
Segundo o amor incondicional que esses “serzinhos” tem pela gente, não lhes importa se você está bonita ou feia, gorda ou magra, limpa ou fedida ;). Eles só enxergam o que precisam e esse amor se fala pelo abraço mais querido que já senti na vida.
Terceiro vê-los crescer, cada conquista, primeiro passo, primeira palavra, primeiro tombo, primeira prova, primeiro amor, primeira frustração…
Agora as 3 piores coisas……no meu caso, em primeiro o cansaço mental, em dar disciplina, em fazer-se ser escutada, a falta de privacidade em alguns momentos (que vao fazer falta no futuro), essa falta de ter um tempo adulto e se deixar de lado meia esquecida.
Segundo, a culpa que nasce junto com a mãe. Mãe se culpa de tudo!!!!!
Terceiro, vê-los crescer (rsrsrs), é aquele famoso, é bom mas é ruim, dói ver que eles crescem tão rápido, dói ter que deixar eles chorarem e aprenderem sozinhos, quando o que a gente mais quer é dar um abraço, um colo.
Dar independência dói, é muito difícil, mas é necessário.
Bjos e um ótimo dia das mães pra vc!!

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Raquel Almeida, mãe de Danilo, Lucas, Helena e do coração, do Pedro
Sou mãe há 18 anos.
E tenho, a cada dia, mais certeza de que é meu melhor papel, meu melhor trabalho e propósito nessa vida.
O melhor da maternidade é:
1. Descobrir o amor incondicional, sem limites, na primeira vez que você olha seu filho olho dentro do olho, alma com alma.
2. Ver que é possível sim fazer desse mundo um mundo com gente bacana e do bem.
3. Morrer de orgulho deles, do que se tornam, do que produzem, do que nos ensinam.
O pior é:
1. Nunca mais dormir em paz, sempre assustada, sempre preocupada, perto ou longe deles.
2. Ter que repetir mil vezes as mesmas coisas, torcendo para que entre por osmose no cérebro, igualzinho sua mãe fazia
3. Ter que aceitar que eles crescem e vão voar longe de você.

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Rosane Marinho, mãe de Hugo e Carol
O melhor de ser mãe:
– Viver um amor único e sem igual. Da mãe para os filhos e dos filhos para a mãe. A melhor das relações. Aqueles olhinhos que brilham quando te vêem. Nossa cara de bobas quando olhamos para eles. Não, não tem igual.
– O riso constante. A brincadeira que não para. Estar sempre abertos ao jogo, com qualquer coisa, em qualquer lugar. Diversão pura e simples.
– Viver as novas descobertas. Voltar a olhar o mundo com a curiosidade e a surpresa das crianças. As árvores do parque, as flores da primavera, a formiga que passou, o mistério das sombras, do vento, das nuvens. Redescobrir a simplicidade. Só as crianças sabem o verdadeiro valor de tudo isto.
O pior de ser mãe:
– Não há tempo: para ler um livro com calma, para pensar na roupa de sair, para ver um filme na tv. Acho que tempo é a coisa mais valiosa que uma pessoa pode ter.
– As manhãs. A roupa que não quer vestir. O sapato que não calçar. O cabelo que não quer pentear. O caminho que não quer andar. Estar eternamente negociando cansa. Cansa muito. E quando não aguentamos mais, sacamos nosso lado ditador.
– A culpa. Será que fiz bem? Será que fiz certo? Quanto fiz de errado? A mãe que não se sentir culpada nesta vida, que atire o primeiro chinelo.

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Simone Intrator, mãe de Marina e Rodrigo
O que eu mais amo na maternidade:
1- Ser mãe da Marina e do Rodrigo. E de todos os meus outros filhos que vieram com eles: afilhados, amigos, amigas, filhos das amigas. Todos meus. Sissi e seus 40 filhões.
2- Conviver tão intimamente com alguém, conhecer tão intimamente alguém, não conhecer também, surpreender-me, pensar tanto nesta pessoa, orientar, confiar nos caminhos, passar os dias ao lado. Viver a vida com eles.
3 – Ter me tornado supercorajosa. Superpoderosa. Forte pacas. Vai encarar?
4 – O pai dos meus filhos.
O que eu menos gosto na maternidade:
1 – Perceber que de um dia para o outro viajar ficou a coisa mais cara do mundo.
2 – Os estereótipos: seu filho é isso; você é uma mãe assim ou assado.

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