2015, o difícil e maravilhoso renascimento

2015 foi um ano difícil. Difícil e maravilhoso, se isso é possível.

Dia 8 de janeiro, saí do emprego. Já queria isso há tanto tempo… E aí, quando aconteceu, paniquei! Paniquei de não conseguir comemorar, de paralisar. Não viajei em janeiro, pensando só em economizar. Não aproveitei nada o meu primeiro mês de liberta. Nem o segundo.

E com as águas de março, chegou uma doença que quase me matou. Acho que na época, apesar de ido parar no CTI, não me dei conta de que poderia morrer. Me sentia tão viva. Morrer não estava no meu script. Nem nos dois dias em que a falta de ar me impedia de dormir eu pensei que pudesse realmente morrer.

Logo eu? Tão maneira! Com dois filhos pequenos! Com uma nova vida começando. Logo eu que só desejei coisas não muito boas pra no máximo umas seis pessoas na minha vida inteira (tenho 43 anos!)? Logo eu que sempre ajudo ao próximo, sou gentil no trânsito, procuro tratar todos bem, luto por um monte de causas, que votei no PT acreditando que poderia mudar o Brasil? Logo eu?

Bom, não fui logo eu.

Foi um monte de gente que eu amava, mas eu to vivinha. No meu caso, vivona!

Trabalho em dois outros lugares que adoro. Comecei uma pós que me dá um prazer imenso e reafirma que o caminho tá certo. Parei de engolir tanto sapo. Emagreci 20 quilos. Amo como se não houvesse amanhã.

Então, o que desejar pra 2016? Continuar cheia de vida.

Que a quase-morte tenha dado seu recado. Viva eu!

Comentários

  1. Simone querida, que você continue assim, feliz, por pelo menos o resto dessa sua vida tão bonita e generosa. Seu texto me fez pensar no momento que estou vivendo. Acabo de terminar minha temporada de 39 anos de Puc e estou, como vc, completamente “panicada”. Vou ver se também engulo menos sapos e emagreço pelo menos dez quilos. Eles engordam, é certo!!!! Mtos beijos e continue assim, linda como vc é. Graça, vó do Bento e do Vicente.

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