From setembro, 2015

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A arte imita a vida.

Quem se depara no meio da galeria Serpentine Sackler, aqui em Londres, com essa imagem, é capaz até de perguntar onde estão os pais dessa criança largada no carrinho? A primeira vista não imagina que é uma escultura de poliéster e fibra de vidro de Duane Hanson, um gênio do hiper-realismo. Elas são tão reais…

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A foto que nos fez chorar

Já estávamos todos deitados, luzes apagadas, quando Hugo entrou no nosso quarto, me acorda e pergunta: – Mamãe, pessoas malvadas existem de verdade? – Existem, querido. Mas eles sempre perdem no final. Sempre! Pois é, andei mentindo muito esta última semana. Não quero super proteger os meninos, mas tudo tem limite. Então, tive que dizer:…

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Notting Hill tem carnaval.

“Você que é brasileira, me ensina a sambar?” Quantas vezes já escutei essa pergunta , e não é nada que eu me orgulhe: sou brasileira, não sei sambar. E agora, por onde eu começo a me explicar? Sou paulistana e,  na minha geração, o samba não fazia muito parte da cultura da cidade. Apesar de…

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Encontros e Desencontros

Este texto estava “cozinhando” aqui dentro de mim desde a minha estada em Sao Paulo. Voltar a uma cidade em que vivemos por um longo periodo (no meu caso, a vida toda) tem um significado grande quando estamos longe. Ao andar pelas ruas conhecidas do bairro onde moravamos, senti que pisava sobre as minha antigas pegadas,…

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Viajando de carro

Uma das diferenças mais curiosas entre o Brasil e a Espanha é que aqui o mês de agosto é o mais esperado do ano. Não é um mês de azar. Muito menos um mês de “desgosto”. Agosto é o equivalente ao nosso janeiro e isto quer dizer: férias, verão, calor e tudo o que isto…

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A segunda parte é a melhor

Assisti no Netflix ao filme “A vida de outra mulher”, com Juliette Binoche. A história fala de Marie, uma mulher que se perdeu dela mesma, e quando acorda um belo dia não se lembra dos últimos 15 anos que viveu. Não se reconhece na grande e fria executiva que se tornou. E ainda guarda na memória o amor pelo marido — de quem está se separando — como no primeiro dia em que se encontraram. Chorei. Será que não é isso que fazemos com nossas vidas? Acordamos sem nos reconhecermos naquela pele, naqueles atos, naqueles medos que embolam tudo. Marie…