10 anos!

10 anos! Incrível como gostamos de datas redondas, não é? Dia 23 de julho, eu e Nacho fazemos 10 anos de casados. Procurei no google o que significa a data e o sabe tudo disse que são Bodas de Estanho ou Zinco.  Voltei ao google para saber mais sobre estes minerais e aprendi que o Estanho  é um metal maleável e altamente resistente à corrosão. Já o Zinco, diz a Wikipédia, é um metal de transição. Importantíssimo para o metabolismo humano. Estimula mais de 100 enzimas e colabora com o bom funcionamente do sistema imunológico.

Então, resumindo: 10 anos significa ser maleável e resistente. Transitar para outro estado de coisas, ao mesmo tempo que se colabora para o bom funcionamento do nosso sistema chamado família. Bem, puxando a brasa para minha sardinha, foi a leitura que fiz. Só posso concordar com ela. Nestes 10 anos aconteceu um pouco de tudo: a maior de todas as tristezas, que foi perder meu pai, e a maior de todas as alegrias, ver meus dois filhos nascerem. Vivemos uma das maiores crises econômicas da história recente da Espanha, ao mesmo tempo em que me adaptava a outro país. Foi  preciso ser resistente para durar. Foi preciso ser maleável para aprender a mudar. Foi mais que necessário saber que nada é definitivo e que sem colaboração, não existe casamento.

Sorte é ter o Nacho como companheiro de jornada. Valente e amigo. Também maleável e resistente. Sem o qual esta maluquice de criar a dois filhos com apenas 16 meses de diferença de idade, seria impossível. Que teve sua primeira grande decepção comigo logo depois do nosso primeiro inverno juntos, quando me parou e perguntou:

“- Você não era morena?”

Não. Depois de meses sem sol, a verdade foi revelada. Sempre disse que casou enganado e mesmo assim continuou.

10 anos de aprendendo a conviver com uma brasileira. Não é mole não! A pessoa reclama do frio, do vento, da falta do mar, da saudade… Teve que aprender a cantar “Se essa rua fosse minha”, todas as músicas do Jorge Ben (não sei quem é Ben Jor). Aprendeu que comer arroz quase todos os dias é normal, que ver novela pode ser muito bom (e também muito ruim), que o Rio é a cidade mais bonita do mundo. E muitas coisas mais que um dia eu espero que ele sente aqui para contar.

E de tudo isto, o que mais agradeço foi ter realizado a cerimônia de casamento. De ter reunido a família e amigos mais próximos (o da Espanha, pena que era longe demais para os do Brasil) para estar com a gente neste dia. Foi lindo! Por tudo: pelo lugar onde foi, o pueblo Trasmoz, do século XI, que viu sua primeira e única cerimônia civil da sua história. E pelas palavras inesquecíveis que nos disse meu pai: que o mais importante em um casamento era respeitar as diferenças do outro.

E continuamos a transição. Rumo aos próximos 10!

 

 

 

Comentários

  1. Rosane me sinto como vc. Para mim também 10 anos de casamento, com dois filhos de 14 meses de diferença e morando em um outro pais…Concordo com tudo que voce disse minha irmã e fico feliz em ver que valeu a pena. Te desejo ainda mais 10 anos de amor e vida juntos. Simone

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