Saúde…

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Há  mais ou menos um mês, recebi uma cartinha do posto de saúde que sou cadastrada aqui em Londres. Não era um folder, era uma carta, assinada pelo meu médico. Nela, ele e sua equipe  me convidavam para fazer um check-up para investigar se eu teria alguma possibilidade de desenvolver diabetes, doença cardíaca, demência entre outras coisitas. Segundo eles, esse procedimento é normal na minha idade. Tô ficando velha, pensei .

Semana passada recebi uma ligação do mesmo posto de saúde. A atendente me dizia que não tinha nos seus arquivos, resultados  de meu  último papanicolau, exame que aqui se faz de 3 em 3 anos. Eles me convidavam para fazer. Estou requisitada, pensei dessa vez. Expliquei que tinha feito no ano passado na Itália, que ia resgatar o resultado e levar para eles. E se eles quisessem, eu poderia fazer um outro.

Esse post está parecendo um papo da senhora de uma certa idade que encontra a amiga e fica falando dos remédios, do médico, da dor nos quartos … Nahn, ainda não sou, e se a saúde me permitir, nem quero ser a tal senhora.  Era só o gancho para começar a  falar como é diferente o sistema de saúde em cada país que vivi.

Não gosto de ir no médico e fujo de tomar remédio.

Aqui em Londres, saúde pública vai  muito bem, obrigado. Você se cadastra na unidade do NHS ( National Health System), que você escolhe,  perto de sua casa, um posto de saúde que é ranqueado e avaliado por seus usuários,  segundo especialidades que é capaz de atender.  Quando precisa vai no seu GP, um tipo de clínico geral que fica no posto de saúde que você escolheu. Sua consulta com o GP nunca passa de 20 minutos, mesmo que seu problema seja cabeludo. Se for esse o caso, ele faz a triagem, facilita o próximo passo, mas te encaminha para um especialistas, que provavelmente vai passar mais, no máximo,  20 minutos com você. E assim segue a cadeia:  se precisar de exames, se precisar de um diagnóstico preciso, se precisar de uma junta médica, etc ,etc. Tudo prático, fácil, eficiente.

Se você tem uma urgência, melhor ir direto para o pronto-socorro do hospital público mais próximo. Mas aí, seu caso é como de qualquer outro na sala de espera. Atendimento cronometrado, e se te disserem que o médico te atenderá nas próximas 3 horas, é assim que vai acontecer. Ainda bem que nunca vivi uma situação de emergência, e portanto não posso dizer como é. Mas imagino que seja como todo o resto: direto ao ponto, rápido e eficiente.

Aqui tudo é  muito  controladinho, mas tudo dentro do protocolo. Se  saiu do protocolo, tem que procurar o médico particular. E ,como pouca gente vai no médico particular, você será carne fresca para ele te enfiar a faca. Tomara que você tenha um bom plano de saúde que te cubra… and  “God save the Queen”.

Andando uma casa para trás, na Itália,  não precisamos do serviço público de saúde. Ufa!,  porque todos os amigos italianos dizem que a saúde pública na Itália  não é de boa qualidade. Lá muita gente usa os serviços da medicina privada, coberta por planos. Nós morávamos ao lado de uma das melhores clínicas particulares, que nosso plano de saúde cobria, então por vivência, não posso julgar o sistema público Italiano. Só sei dizer que os médicos Italianos eram todos muito amáveis, queriam saber de tudo com detalhes , não tinham pressa, e quando o problema era com Lucca, faziam de tudo pra animá-lo. Até jogador de futebol Lucca conheceu  na clínica, num dia em que estava ruinzinho.

Na Espanha, a Rosane já contou um pouco no seu ótimo post aqui , e acho que ela tem muito mais para contar.   Minha  experiência foi muito parecida com a dela: muito bom sistema de saúde pública, mas pouco humanizado.

Segunda-feira próxima tenho uma consulta de 20 minutos com meu GP. Problema mesmo, não estou com nenhum , que eu saiba.  Só que, nessas últimas semanas a cabeça latejou, a perna tem doído, o nariz tem sangrado . Acho que isso tudo é coisa de velha, mas resolvi agendar.

Também o assunto saúde tem rondado: nesses dias algumas amigas tem ficado doentes, ou com os filhos doentes. Uma delas passou por um sufoco, foi internada, de repente. Isso me deixou muito sensibilizada e um pouco assustada… Aí eu resolvi checar mesmo se não preciso tomar alguma coisa para melhorar (risos) … “Mas enquanto estou viva, cheia de graça talvez ainda faça um monte de gente feliz…” E para as minhas amigas, e qualquer um que estiver sentindo que vai vir a dor, a cólica, o resfriado, ou o que quer que seja, aqui vai um remedinho : Rita Lee.  Dá um play, e afasta a cadeira para gente sair dançando, e espantar o mal-estar.

Saúde! Cheers!

 

Comentários

  1. Felizmente em todos os anos que morei na Inglaterra fui super feliz em ter todos os meus problemas de saude( varias operacoes entre eles) bem resolvidos.Portando,sem queixas…

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