Agua e Neve

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Na semana passada tivemos uma tempestade de inverno, não era pra ser neve apenas, seria muita neve, muito vento, temperaturas baixissimas. Acabávamos de chegar do Brasil…

Por todo o lado, alertas para se preparar para a tempestade. A escola avisa pelo sistema de sms que não haverá aula no dia seguinte, no noticiário todos dizem para se preparar: evitar deslocamentos, estocar comida, buscar uma fonte de energia alternativa pois o risco da rede é grande…

No supermercado tem fila, porque todo mundo está estocando… Eu, meio mal humorada, já que precisava mesmo era abastecer a casa depois das férias… A caminho de casa, o painel luminoso piscava: WINTER STORM ALERT.

Começa mesmo a neve durante a noite, cai linda, suava e constante, de filme mesmo. No dia seguinte, tudo acorda branquinho, a neve ainda caindo. Todos de pijama porque não tem escola, tomamos café apreciando o espetáculo, daqui a pouco, ouvimos na rua o caminhão que remove a neve passando, note, continua nevando.

Por aqui não teve ventania, nem tempestade de neve e gelo, na hora do almoço, todos acham que dá para retomar as vidas, o comercio abre… Ficamos em casa, curtindo as férias prolongadas.

No dia seguinte, a conversa geral é que foi muito alerta para pouca tempestade… Em outros estados parece que foi bem pior…

E de repente me vejo pensando na água… É a tal água que está faltando (ou acabando?) em SP! Vi uma foto e, confesso fiquei chocada com a seca, aquele mundão vazio, com só um pouquinho de água… Ouço relatos de banhos com torneira fechada, pilhas de pratos em bacias de água quente, de empresas que precisarã dar ferias coletivas…

Somos mesmo um povo muito otimista: “daqui a pouco chove e tudo fica bem”… “choveu muito esta semana”… eu mesma, não dei muita bola pra todo o alarde sobre a tempestade, mas provavelmente teria passado frio se ficassemos sem luz…

Por aqui, as prefeituras tinham equipes e máquinas para limpar as ruas, estoque de sal, de pás, de gente, plano de contingencia se faltasse energia… As pessoas tinham baterias, geradores, lanternas, comida para anos… pode ser exagero, e na maioria do tempo é bem chato todo este frenesi, mas, vejo a diferença que faz, quando leio uma notícia sobre um prédio de mais de 200 apartamentos que pegou fogo e, percebo que houve um número enorme de pessoas envolvidas, voluntários ou não, no controle do fogo e, já há uma rede enorme de suporte para as familias que perderam tudo…

É o otimismo sonhador de um lado e, o realismo sensacionalista, de outro, ambos extremos, é verdade, mas qual será a forma de lidar com a catástrofe, me pergunto?

Não entendo nada de nada, nem de água, nem de política, não quero criar uma discussão nesta linha, nem indicar caminhos… Só quero contar uma abordagem diferente da que nós estamos acostumados, algo que eu senti na minha própria atitude em relação a tempestade e que me fez pensar que talvez seja hora de mudar e pender um pouco mais para o outro lado… por favor, sejam gentis comigo, mas não é de se pensar?

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