Feitiço do Tempo

download

 

O título deste texto não tinha de início, relação com o que pretendia escrever. Eu queria falar sobre o tempo, sempre ele, que me cansa, amadurece, aprisiona e… enfeitiça. Foi então que lembrei do Feitiço do Tempo, que se traduzido literalmente do título em inglês seria “O Dia da Marmota” e ainda bem que não foi, porque de nada inspiraria tudo que pretendo escrever aqui.

Hoje é primeiro de setembro, mas poderia ser fim de fevereiro, a primeira segunda feira depois do Carnaval que é quando o ano de fato começa. Início das aulas para as crianças em uma nova (e grande) escola. Pra mim, recomeço diferente, a mesma rotina dos últimos oito meses porque nos últimos dois, entendi o que significa estar de férias quando seu trabalho é cuidar da família.

Viajamos para Phuket, na Tailândia durante oito dias e lá, eu sabia que na volta haveria roupa para lavar, compras para fazer, uniformes para comprar. Eu sabia que voltaria para a máquina de lavar pratos, o fogão e o supermercado. É aí que entra o feitiço do tempo que depois de passado fica diferente. 

No “Dia da Marmota”, Bill Murray acorda todos os dias no mesmo dia. Já sabe tudo que vai acontecer e quando percebe esta espécie de maldição, termina por prestar mais atenção naquilo que estava sempre ali mas nunca vira. Passa então a romper a tal mágica, tomando decisões diferentes a cada dia. E foi isso que fiz hoje. Ainda que esteja habituada a mudanças radicais, as pequenas me parecem sempre mais difíceis. Uma delas é estar aqui, no Café da esquina de casa, sozinha, às oito e quarenta da noite, escrevendo tudo isso. Porque não posso adiar mais este encontro comigo. Photo on 9-1-14 at 8.47 PM

Comentar