Comfort Food

Supermercado e comida estão entre as coisas que mais me tomam tempo por aqui.

Tive que (re)descobrir as coisas que gostamos e as que precisamos, aprender as marcas, em que corredor cada coisa fica, qual o supermercado que gosto mais, onde tem fruta boa, e ainda ler todos os rótulos… Aff, passei uns 3 meses gastando umas 2hs ou mais em cada visita ao supermercado (logo eu que só fazia o meu supermercado pela internet no Brasil em 20 minutos ou menos!)

Por aqui, o que impressiona (ao ler as embalagens) como tudo aqui tem açúcar, mesmo quando é orgânico (ou seja supostamente mais saudável), o açúcar continua lá, só que orgânico… no pão, no suco, no macarrão, no iogurte…

As frutas, verduras, legumes também são diferentes… Mamão no café da manhã é luxo. O que tem de monte é maça e batata, vários tipos de cada e mais uns 20 minutos de leitura para escolher qual a certa. Aprendemos a gostar de grapefruit e nos deliciamos com as muitas berries!  Também descobrimos que Kale é uma couve crespinha, mas com o sabor igual a nossa, e que, Argula é rúcula!

Também tive que aprender como fazer toda a comida de uma casa com 2 crianças: arroz, feijão (ainda estou tentando acertar!), verdura, salada, frango, carne e peixe… Não posso dizer que em 6 meses aprendi a cozinhar mas sinto que agora me viro um pouco melhor. Relutei muito,  mas fazer um cardápio para a semana, com dias fixos para carne, peixe, frango, etc… me ajudou muito! Qualquer dia faço um post só sobre as minhas (des)aventuras culinárias, por que esta coisa de cozinha todo dia, não é facil…

Outro dia, estava com muitas saudades de casa (não vou dizer que era do Brasil, pois a gente não tem saudade do lugar, tem saudade das pessoas, das coisas familiares, das lembranças…) e disse para as crianças: Hoje vamos sair em uma aventura!

Esta foi a desculpa para coloca-los no carro em uma viagem de uma hora até um supermercado “brasileiro” em uma cidade supostamente perigosa (para os padrões americanos porque, para o meu olhar, pareceu bem com uma cidade do interior de São Paulo)!

Assim que chegamos já percebemos que a língua oficial era o português, comum a brasileiros e portugueses que formam, ali, uma enorme comunidade.

Mas foi quando chegamos ao corredor “brasileiro” que a aventura realmente se justificou! Parecíamos 3 crianças (no caso eu parecia criança, rs!): olha a bolacha preferida do Biso!, a batata palha que o Tio Thiago adora!, a farofa preferida do Papai!, o suco para fazer aquele musse da Tia Lu!, o pão de queijo que a Ju sempre fazia!, o leitinho da tia Kaká!, a paçoca da Festa Junina!, o café que o Vovô gosta!, a bolacha de letrinhas! o biscoito de polvilho que tinha na casa da Vovó!

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Enchemos assim nosso carrinho com deliciosas lembranças, saborosas memórias e sabores acolhedores!

Comemos pão de queijo no cafezinho ali ao lado e voltamos para casa felizes! No porta malas as sacolas carregavam pedacinhos de nós mesmos, misturados com as pessoas que amamos e embalados em pequenas porções de conforto e afeto!

 

 

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