From maio, 2014

Projeto em Andamento

Sou Madalena. A maioria das pessoas fica com uma musica na cabeça quando digo meu nome… Já detestei muito este nome, mas faz tempo, que adoro o meu apelido: Madá. E era assim que todo mundo me conhecia e me chamava até eu chegar aqui, nos Estados Unidos, há 6 meses e, de repente, virei Meidah ou, na melhor versão, Mahda… Mudei para Princeton, NJ, com meu marido e nossos dois filhos: Rapha de 5 anos e (Isa)Dora de 3, em novembro passado, bem no comecinho do “worst winter ever”, como todos por aqui insistiam em me dizer, quando eu contava…

Mãe brasileira na Austrália, nova blogueira na nossa rede

Ola! Eu sou a Priscila, 35 anos (!!!!) e moro na Australia. Foi a Ro Munhoz que me apresentou ao Maes em Rede, achei a ideia do blog muito bacana, e ela me perguntou se gostaria de participar e nao precisei pensar duas vezes pra aceitar. As vezes nem eu sei como vim parar tao longe 🙂 mas em 2005 me senti extremamente perdida na minha vida, e eu precisa ir….ir pra algum lugar bem longe e enfrentar os meus medos. Eu tinha 27 anos quando decidir estudar ingles na Australia, passar 6 meses ou quem sabe 1 ano fora,…

Meninos e meninas

Verão passado estávamos com as crianças na piscina e um outro pai, que não conhecíamos, também com um casal de filhos, puxa assunto. Apontando a sua filha, de uns dois anos mais ou menos, comenta: “_ Essa menina tem o gen maligno!” Lembrei dessa história sábado passado, porque estava com os meninos no parque que temos na frente de casa e no bate-papo com as outras mães, elas também falavam das suas filhas do seguinte modo: “_ As meninas são muito mais retorcidas (não encontrei a tradução adequada, então deixo o original mesmo) que os meninos.” Não foi a primeira…

Sumiço

Domingo de Sol. Tarde na piscina. Água gelada. O dia seguia perfeito. Não fosse o pânico de “perder” a Sofia por 30 minutos. Com seis anos e uma independência incomum, já me acostumei aos seus rompantes no supermercado perto de casa, de onde sai quando estou “demorando” e ruma para a nossa tuc-tuc (bicicleta elétrica com cinco lugares), onde espera sozinha até que eu termine. Ela também costuma sair de casa e ir a pé até a casa de nossos vizinhos de rua dizendo que “vai fugir de casa”. Em geral, sou bem tranquila. Pequim é uma cidade bastante segura e…

A próxima parada.

O texto a seguir foi escrito há algum tempo. Ele  veio com a emoção daquele momento. E  como tudo o que é vivo, estava esperando a hora certa para sair. Aí está. Aí vamos nós. Ischia, 25 de abril de 2014. É, estamos novamente em processo de mudança. Não, não estamos preparados para isso. Sentimos como se  interrompesse algo que ainda gostaríamos e teríamos muito a viver. Fica  até difícil contar … para muitos amigos ainda não tivemos coragem de dizer. Lucca levou 3  semanas para dividir com seus colegas de classe. Toda segunda-feira colocava na caixinha de mensagens, uma…

Tudo bem?

Protestos no El Pais Hoje o Brasil foi notícia em todos os jornais espanhóis. Não por bons motivos. Saques, violência durante os protestos, traficante dando tiros para o auto para comemorar um gol. Desde o ano passado, leio as notícias com apreensão e cofesso que não entendo bem o que está passando por aí. Então esse é um texto não para contar o que passa aqui, mas para perguntar: e aí pessoal? Tá tudo bem? Traficantes no El Mundo Entendo que a população se revolte com os gastos absurdos com a Copa. Um vergonha realmente que façam um estádio inteiro…

Entre anjos e lagartas

  Meu querido filho Bento, gostaria que um dia pudesse ler essa bonita história sobre você e o seu crescimento. Ela me lembrou das dores de crescimento que também tive quando era criança, e da minha saudosa avó dizendo à minha mãe: – Dagmar, essa menina não tem nada grave. São dores de crescimento. Para mim também não foi fácil crescer. E espero que com o que registro nessa carta, independente das voltas que a vida der, você possa ter guardada a dimensão da sua sensibilidade. E mesmo que a vida te embruteça um tantinho, e isso é quase inevitável,…

Entre Bolas e Bolinhas.

O time de Lucca na final do Torneio de Garda, em que  conquistaram o  terceiro lugar.   Sou a única mulher da espécie humana em casa. Rodeada de bolas. Calma, não tem nenhum outro sentido, além do literal, no que  acabo de dizer. Você vai me entender. Veja bem, fim de semana, na TV não tenho chance para nada: é Liga Espanhola, Liga Italiana, Liga Inglesa, Champions League, sem falar do Campeonato Brasileiro. No tênis é um máster disso e daquilo outro, Roland Garros para lá, Wimbledon para cá. Um atrás do outro. A coisa chega a ser tão grave…

Maternidade pelo mundo: as três coisas que aprendi sendo mãe fora do Brasil

Para celebrar o primeiro dia das mães do nosso Mães em Rede, pedimos a elas para contarem as três coisas que aprenderam com a maternidade fora do Brasil. Estrangeiras, ciganas ou multipatriadas, para elas o tempo passa de outro jeito, a liberdade é de outra qualidade, a intimidade familiar floresce. Com a palavra, elas: Rosane Marinho, Espanha 1- Eu não tenho medo. Fora alguma doença rara (toc, toc, toc), não tenho medo da violência, nem de assalto, nem de bala perdida. E não tenho medo de algo bem comum: de que um carro avance o sinal vermelho. 2- aprendi que…

Barraco

Que vivemos tempos intolerantes, todo mundo sabe. Basta uma olhada rápida em qualquer jornal para ficar apavorada. Mas antes de ter filhos, nunca imaginei que as crianças também sofressem com esse tipo de problema. Conto isso porque, desde que nasceu Carol, essa semana tivemos por segunda vez um vizinho reclamando que ela chora. Pois é, caro vizinho, criança pequena chora. Nem sempre, mas chora. A primeira vez foi quando ela tinha um aninho mais ou menos e lhe saíram quatro dentes ao mesmo tempo. Ela acordava de madrugada por causa da dor e chorava durante umas duas horas. Eu e…