Olha o passo do elefantinho… (*)

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Andar em elefantes e dar banhos nesses “gigantes gentis” estão entre as coisas mais emocionantes que nossa família já fez. O olhar de um elefante é inesquecível, um misto de candura e poder. A viagem a Phuket, na Tailândia, durante o feriado de ano novo chinês, nos ofereceu esse momento mágico e figura agora como as nossas férias preferidas.

Ficamos em Mai Khao beach, uma praia relativamente deserta a noroeste, frequentada apenas pelos hóspedes do nosso hotel. Escolhemos um resort internacional, com restaurantes com comida ocidental para as pequenas. Mas, acabou nem precisando. Elas ficaram fãs dos espetinhos de frango e dos peixes, além de contarem sempre com sucos frescos e água de côco. Era só ficar de olho nos pratos apimentados.

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Nosso hotel não era dos mais luxuosos, mas as crianças se sentiam à vontade para ir ao clubinho e à piscina com uma turminha de franceses, ingleses, indianos… As atividades iam de manhã à noite. Uma farra só! Fora quando nos arrastavam para a praia para fazer castelos de areia, catar conchinhas e correr atrás dos siris. 

“Como é que pode você levar minhas netas para um lugar que tem tsunami?!” Foi assim que minha mãe reagiu ao contarmos que iríamos para a Tailândia. Ainda hoje, se associa essa região ao tsunami de 2004. E por isso mesmo, tínhamos escolhido um hotel próximo ao aeroporto e com diversas rotas de fuga e ficamos no último andar do prédio. 

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Além do passeio de elefantes, fizemos uma excursão para as famosas praias de Phi Phi, entre elas Maya Brach, em que o filme “A Praia” foi filmada. Os lugares são de uma beleza impressionante e as crianças puderam se esbaldar na água. Elisa ficou fã de snorkeling. Mas, a Sofia, mesmo sempre mais cuidadosa, acabou sendo queimada por uma água viva.

O único problema é que essas praias estão lotadas de turistas. São russos e chineses pra todos os lados. Os chineses, principalmente, não tem muita cultura de praia, fazem muito barulho e não sabem nadar. E isso deixou as crianças um pouco desapontadas porque eles acabavam espantando os peixinhos.

Também estivemos num parque para turistas chamado Phantasea cujo espetáculo contava a história da lenda de um menino e seu elefante mágico. As meninas amaram as danças, os trapezistas, as encenações de lutas e, principalmente, os animais que entravam em cena: de uma turma de elefantes, bodes e até um punhado de galinhas! 

Saímos da Tailândia com uma sensação deliciosa, alimentados com o carinho daquele povo sorridente que sempre se cumprimenta curvando-se com as mãos junto ao peito, como se estivessem rezando. E levaremos para sempre a experiência de estar pertinho dos elefantes.

 

(*) O título desse post é em homenagem ao meu amigo Juliano Barbosa, que me ensinou que o fagote é o instrumento do passo do elefantinho. Andando nos elefantes, a música não me saía da cabeça de tão perfeita que ela era.

 

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