Momento de (falta de) paciência

Image   A paciência nunca foi uma virtude minha. Sempre tive que trabalhar isso dentro de mim. Houve um tempo que eu não tinha paciência nem de desenvolver a paciência. Hoje, muita coisa mudou. Há exatos 3 anos vivo uma vida muito mais tranquila. E o mais importante, me tornei mãe. Duas mudanças importantes na minha vida que contribuíram não só para eu ser uma pessoa menos ansiosa, mas principalmente para ser uma pessoa mais feliz.

Mas, há algumas semanas essa paciência, que estava toda certa que havia encontrado, sumiu. A cada contração, a cada vez que entro no quarto da bebê, a cada movimento mais brusco dela, vem aquele frio na barriga e também a impaciência, o não saber esperar pela hora que virá.

“Roberta,  e a Marina? Nada de querer sair?”. Todos os dias alguém me pergunta isso. Mas são apenas 38 semanas e eu também deveria saber ter paciência e esperar com calma e tranquilidade pelo menos até a semana 40. Mas não está bem assim. A ansiedade por mais um parto normal e sem complicações, a ansiedade de ver minha filha nascendo saudável e principalmente a ansiedade de ver meu filho de 2 anos lidando bem com essa grande novidade me fazem estar bem ansiosa. Mais até que no primeiro parto, que eu não sabia nem o que esperar.

É também bem difícil passar por tudo isso longe da família e estar longe de todos. Ser mãe e principalmente parir longe dessa “segurança” de família, país de origem, ginecologista de toda uma vida, pode ser muito difícil. Mas essa foi a nossa escolha. E apesar de ainda não ter por completo a virtude “paciência” dentro de mim, tenho resolvido as escolhas que faço e por isso me sinto mais forte. Mais forte para a vida, para esse parto, para meus filhos.

Na esperança – e ansiedade –  que com ela nasça também a verdadeira paciência, termino esse texto aqui com a sensação de que o próximo post será o relato do parto de Marina, minha peruanita.

Comentários

  1. Roberta, te entendo totalmente! O Hugo nasceu com 42 duas semanas! Tinha vontade de gritar: alguém tira esse menino já! Mas tudo chega, né? Uma boa hora para ti e para toda a família. Que Marina chegue com toda a força e energia. Beijo grande!

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