Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

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Para mim não tem SERÁ. Vivo no presente do indicativo, sem saudade do meu pretérito perfeito. Fiz, está feito.
Meu sujeito é oculto determinado: “Gosto de ser independente.”
Quando nos mudamos, mês passado, tinha certeza que juntos daríamos conta do recado. JUNTOS. Esta semana, somos só eu e as crianças. Elas, cumprindo com suas tarefas, alegres a fazer a cama, limpar o cocô da Cuca e colaborando como podem. Eu, fazendo o que cabe nas manhãs sem me privar do combustível que alimenta as tardes onde volto a ser criança e exercito a imaginação brincando até a hora de preparar o jantar.
O carro está na garagem. Eu, dependendo do serviço absolutamente ineficiente dos taxis nesta semana em que o Pedro está no Marrocos. Meu motorista gente boa,  mudou de turno e não nos atende mais. As crianças que ontem saíam da escola às três, chegaram em casa às cinco, porque na falta de taxi, pedi carona para a recepcionista da escola… Ja fiz as vinte aulas de motorista compulsórias, a prova teórica (que passei raspando), a balisa (que tive que fazer duas vezes), e amanhã, a prova prática final. Carteira e alforria em mãos daqui a 24 horas. Eis que meu presente do indicativo é aniquilado por um pretérito imperfeito do subjuntivo, porque as professoras da Antônia estarão em conselho de classe e ela não vai para a escola. “SE O PEDRO NÃO ESTIVESSE VIAJANDO EU ESTARIA DE CARRO AMANHÃ!!!!!”
Morar fora, tem dessas coisas. Nossa independência precisa de tempo para maturar. Ainda não temos laços a quem confiar um filho, que dirá dois.
É nessas horas que dá vontade de comer uma torta bem gordona, de sair correndo a meia maratona, de gastar um bom dinheiro com coisas que não preciso. Dá vontade de gritar muito, de falar palavrão com eco, de me perguntar: “Quanto tempo dura este teste????

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